uma passagem para
mário

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sinopse

Um documentário sobre amizade e superação da morte. Uma reflexão sobre as jornadas e os ciclos da vida através de uma viagem que parte de Recife, no Brasil, atravessa a Bolívia, até chegar no deserto do Atacama, Chile.

equipe

  • Direção e Roteiro:

    Eric Laurence
  • Argumento:

    Eric Laurence e Mário Duques
  • Fotografia:

    Eric Laurence e Wanessa Malta
  • Trilha Sonora:

    Plinio Profeta
  • Montagem:

    Eric Laurence
  • Som Direto:

    Rafael Travassos e Igor Loiola
  • Finalização:

    Leanndro Amorim
  • Produção Executiva:

    Eric Laurence
  • Assistente de Direção:

    Igor Loiola
  • Produção:

    Camila Moraes e Pedro Vitor Ferraz
  • Assistente de Produção:

    Laura Martinez
  • Colaboração no Roteiro:

    Marcelo Pedroso e Ana Flávia Marques
  • Colaboração na Montagem:

    Nicolas Hallet, Marcelo Lordelo, Eduardo Serrano
  • Imagens Subaquáticas:

    Fernando Clark
  • Correção de Cor:

    Pablo Nóbrega
  •  
  • Edição de Som:

    Eric Laurence e Gera Vieira
  • Mixagem:

    Gera Vieira
  • Mixagem Músicas:

    Carlinhos Borges
  • Tradução Inglês:

    Ivan Moraes
  • Tradução Espanhol:

    Amanda Galaxia
  • Coordenação de Distribuição:

    Mariana Jacob
  • Assistente de Distribuição:

    Maria Luísa Sá
  • Planejamento de Comunicação:

    Izabela Hinrichsen
  • Assessoria de Comunicação:

    Dani Acioli (APONTE)
  • Design:

    Alexandre Pons e Bruno Parmera
  • Site:

    Carlos Eduardo Borba
  • Produzido por:

    Pedra Rachada
  • Co-produtores:

    Ateliê Produções, Ideiaimagem, Zquatro.

Projeto 1000 Cineclubes

1000 Cineclubes é um projeto criado pelo filme “Uma passagem para Mário” para levá-lo a todos os lugares do mundo. Você poderá fazer um download exclusivo do documentário e exibir na sua cidade, onde quer que o seu cineclube esteja localizado. Preencha o formulário ao lado e entre em contato com a produção.

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eric laurence

trajetória profissional

Eric Laurence é diretor de cinema desde 2000. O documentário “Uma passagem para Mário” é o seu primeiro longa-metragem. Já dirigiu três curta-metragens de ficção: “O Prisioneiro”, “Entre Paredes” e “Azul”, que juntos conquistaram mais 60 prêmios em festivais de cinema no Brasil e já participaram de diversos festivais internacionais. Dentre os festivais internacionais destaca-se a seleção oficial do filme “O Prisioneiro” para o 33º Festival Internacional do Cinema de Havana, Cuba; e a seleção oficial do filme “Entre Paredes” para o 35º Internacional Film Festival de Rotterdam (HOL), 11º Short Shorts, Tókio (JAP) e o 18º Festival Internacional de Tolouse (FRA). “Entre Paredes” também conquistou 6 prêmios no Festival de Cinema de Gramado, em 2005. Além dessas produções, Eric Laurence também dirigiu o documentário “No Rastro do Camaleão”, realizado através do prêmio do Ministério da Cultura do Brasil.

Filmografia:

  • "O Prisioneiro", Ficção, 35mm, 16 min, 2002;
  • "Entre Paredes", Ficção, 35mm, 15min, 2005;
  • "No Rastro do Camaleão", Documentário, 35mm, 19min, 2007;
  • "Azul", Ficção, 35mm, 21min, 2009;
  • "Uma passagem para Mário", Documentário, DCP, 77min, 2013.

entrevista com o diretor

eric laurence

1. Como era sua amizade com o Mário? Era coisa de longa data? Vocês tinham projetos comuns? De uma forma ou de outra, o cinema também nos atraiu. Mário era psicólogo e mergulhador, mas estava querendo adentrar no mundo do cinema. Tinha acabado de trabalhar no filme chamado “Jardim Atlântico” e planejava fazer uma série de documentários sobre os naufrágios na costa pernambucana. Inclusive chegou a aprovar um projeto de documentário no Fundo de Cultura de Pernambuco, chamado: “Náufragos e Naufrágios”. Nesse ínterim, falávamos muito sobre cinema e produção audiovisual, e cheguei a colocá-lo como produtor em dois trabalhos que fiz. Conversávamos e sonhávamos juntos, como todos bons amigos.

entrevista com o diretor

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2. Aquela cena do naufrágio foi filmada por ele? Em que circunstância? A cena do naufrágio não foi filmada por ele, quem gravou foi um outro amigo nosso chamado Fernando Clark. Ele me mostrou esse vídeo diversas vezes, pois queria incluí-lo seu documentário “Náufragos e Naufrágios”. Lembro de alguns momentos em que “viajávamos” vendo essa cena, impactados pela sua força e beleza. Quando comecei a montar o filme logo me lembrei disso e percebi que essa cena era muito representativa, que poderia simbolizar aquele momento com a dimensão e força que achava necessária. O fascínio de Mário pelos naufrágios sempre me gerou muita curiosidade. O fato de uma pessoa com câncer ser tão interessada em embarcações naufragadas me parecia algo incrivelmente simbólico. Mas, ao mesmo tempo, mergulhar pra Mário era apenas um forma de entrar em outra atmosfera, relaxar e esquecer da vida na superfície.

entrevista com o diretor

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3. Por que você o estimulou a filmar família, amigos e tratamento? Já pensava num filme de verdade ou era mais um registro pessoal? Mário ficou filmando tudo sozinho. Ele me falava o que estava fazendo e eu ficava com receio de desmotivá-lo, por isso deixava ele continuar, mas não dava muita importância. Isso foi ótimo, porque não interferi em nada nos seus vídeos autobiográficos. Outra coisa interessante é que eu não me deixava ser filmado. Em várias ocasiões Mário tentou me filmar, mas não permiti. Algumas pessoas comentaram isso comigo. E ironicamente depois eu precisei me despir do receio de me expor para que o filme fosse realizado, isso acabou sendo uma condição imprescindível para o novo dispositivo do filme. Com certeza foi um grande desafio, mas também um grande aprendizado sobre a tolice do ego com relação a própria imagem. Quando eu vi os vídeos de Mário, a sua entrega, exposição e verdade, aquilo me fez encarar a situação de outra forma, tive que ter a coragem de também me expor.

entrevista com o diretor

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4. Você pretendia fazer a viagem junto com ele como parte do filme? O objetivo era que a câmera captasse “tudo” que estava sendo vivenciado, que fosse não apenas o meu olho, mas também o meu coração, que a câmera pudesse captar “subjetividade” nas imagens, na abordagem processual. Esses termos podem ser muito complexos, mas a idéia era simplesmente captar imagens que pudessem traduzir subjetivamente o que estava sentindo e conduzir isso para a diegese do espectador - transformar o filme em uma experiência visual e sensorial através do olho da câmera, do meu olho, tornando-se então o olho do próprio espectador.

entrevista com o diretor

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5. Quando você decidiu fazer a viagem por/para ele, e como surgiu essa proposta? A viagem surgiu quando eu descobri que tinha algumas milhas sobrando. Foi muito por acaso. Estávamos conversando na minha casa quando me veio a idéia de fazermos uma viagem juntos. Logo pensamos no deserto do atacama e muito rapidamente nos empolgamos e decidimos que partiríamos em um 1 mês. Poucas horas depois, após ele regressar para sua casa, eu liguei pra ele entusiasmado, dizendo que queria fazer um filme sobre ele. Mário me falou que naquele mesmo momento também tinha pensado sobre isso, de que queria deixar algo, de que queria falar sobre a sua vida... foi um momento que considero mágico, desses em que os “acasos” são poeticamente inspiradores. Decidi fazer um filme sobre Mário porque era incrível ver a forma como ele lidava com o câncer e a vida.

trilha

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  • para mário

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    deserto de sal

  • astúria (naufrágio)

o que é amizade?

  • programação

    • São Paulo

      Espaço itaú de Cinema Frei Caneca

      Semana 1: 06, 07, 08, 09, 10, 11 e 12/11 às 18h30

    • Belo Horizonte

      Cine 104

      Semana 1: 06, 07, 08, 09, 11 e 12/11 às 19h
      Semana 2: 13, 14, 15, 16 e 19/11 às 20h30

    • Curitiba

      Cine Guarani

      Semana 1: 11, 12 e 13/11 às 19h

    • Goiânia

      Cine Cultura Goiás

      Semana 1: 06 e 07/11 às 17h
      Semana 2: 20, 21, 24, 25, 26/11 às 19h 22 e 23/11 às 18h30

    • Brasília

      Espaço itaú de Cinema

      Semana 1: (Sala 1) 06, 07, 08, 09, 10, 11 e 12/11 às 18h50

    • Salvador

      Espaço itaú de Cinema Glauber Rocha

      Semana 1: (sala 4) 06, 07, 08, 09, 10, 11 e 12/11 às 19h50

    • Recife

      Fundaj

      Semana 1: 06, 07, 11 e 12/11 às 15h50, 17h30, 19h10 e 20h50
      08 e 09/11 às 15h, 16h40 e 18h20

    • São Luis

      Cine Praia Grande

      Semana 1: 06, 10 e 12/11 às 15h30
      08 e 09/11 às 15h00
      07, 11/11 às 17h30

    • Fortaleza

      Cine Dragão do Mar

      Semana 1: (sala 2) 06, 07, 08, 09, 11 e 12/11 às 17h30 e 19h45
      Semana 2: (sala 2) 13, 14, 15, 16, 18 e 19/11 às 17h30 e 19h45

    • Manaus

      Universidade Estadual do Amazonas

      Semana 1: (Auditório da Escola Normal Superior) 11/11 às 19h

    • Belém

      Cine Olympia

      Semana 1: 07, 08, 09, 11, 12 e 13/11 às 18h30

    • Rio de Janeiro

      Em Breve

    • Porto Alegre

      Em breve

    • Florianópolis

      Em breve

    • João Pessoa

      Em breve

sobre mário

A afetividade era uma das principais características de Mário. Ele sempre teve muitos amigos e todos eles o consideravam uma pessoa muito especial. Mário era psicólogo infantil, adorava mergulhar e estava começando a produzir um projeto de documentários sobre os naufrágios na costa pernambucana. A descoberta do câncer foi um impacto para todos, jamais alguém poderia imaginar essa situação. Mas o que impressionava bastante era o fato de Mário nunca se deixar abater pela doença, sempre dinâmico e alegre, ele superava todos os prognósticos. Mário era uma pessoa muito leve, conciliadora, aceitava as pessoas como elas eram ou apenas deixava tudo fluir muito naturalmente. Com Mário, entendi como era importante viver plenamente cada instante, aceitar tudo que a vida nos apresenta, principalmente a impermanência. Aprendi que nada é mais importante do que as nossas relações afetivas, o amor que cultivamos nos outros e que nos mantém vivos eternamente.

Eric Laurence

abrace a causa

“Uma passagem para Mário” apoia iniciativas que salvam vidas e sonhos todos os dias. Clique em uma instituição ao lado e saiba como ajudar.

  • GAC - Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer
  • HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco
  • Núcleo de Apoio à Criança com Câncer
  • Casa de Apoio às Pessoas com Câncer
  • Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer